segunda-feira, 30 de abril de 2012


Sem Título....
Cada instante diferente, me presenteia a vida

Hora sou o centro, o foco, o amor e a razão

Noutro uma peça qualquer no jogo da sedução

E nestas constantes mudanças eu vou seguindo

Procurando, me perdendo, fugindo, te recomeçando

Sempre em busca de mim mesma e dos sonhos de criança

Do “eu” que acredito existir e do que quero construir

Em algum lugar esquecido, talvez adormecido

Na memória da menininha que se perdeu de mim

Cresceu e se fez personagem num passe “pirimpimpim”

Hoje não brinca com o destino, nem tão pouco de bonecas

Esqueceu que o mais bonito é correr pela floresta

Em busca de castelos de nuvens coloridas deste céu

Sem preocupar-se com o amanhã deste louco carrossel

E deixando que a menina que existe trancafiada

Neste peito de mulher, espie um pouquinho pra fora

Como mágica descubra como  inventar a próxima hora

Mesclando a fada e a bruxa na brincadeira pagã

Sendo razão e loucura sentadas no mesmo divã

E assim vamos vivendo, todo dia um pouco morrendo

Mas, feliz nesta aventura, deliciosa do viver!!


Obs.: 17hs no ônibus Planalto, num dia qualquer do

último  verão,


Numa das tantas voltas para casa pensando em você.

domingo, 29 de abril de 2012


Segredos (poetas do vale VII)


No cofre dos meus segredos
Guardei um amor de infância
As mágoas deste sonho
E as ilusões perdidas...
Acumulei todas as dores
Escondi os meus sorrisos
Protegi meu coração
Atrás da sua irreverência...
Hoje abri suas portas
Soltei todos os fantasmas
E chorei o tempo perdido...
Meu navio foi avariado
Quase perdi meu controle
Mas um raio de sol me salvou!

Aram Nirag


Inspiração (poetas do vale VII)


Tive inspiração
Pra escrever um poema
Bem pequenino,
Ele me visitou
Rapidamente
E fugiu
Para o mundo dos poemas
Na saudade
Escrevo sozinha
Mais um poema,
Poeminha.

Aram Nirag

sexta-feira, 27 de abril de 2012


EU

BOCA VERMELHA,
COM FOME DE VIDA,
VIDA COM GOSTO,
GOSTO DE SONHO,
SONHO DE AÇÚCAR...
BOCA VERMELHA,
SORRINDO DE NOVO!  






                                         

VISITA DO AMOR


BEIJA-FLOR
VEM UM SEGUNDO
ENTRE O DORMIR
E O SONHAR.
VOA RÁPIDO
ENCANTA MEU OLHAR
BEIJA SUA FLOR ADORMECIDA
PROVA SUA DOÇURA
E SAI EM PARTIDA.
VEIO MATAR A SAUDADE
BUSCAR FORÇA E ENERGIA
TRAZER FELICIDADE

NO DIA QUE SE INICIA...    


             
OS SEMIDEUSES


OS POBRES COITADOS, NESTE MUNDO LARGADOS
A PRÓPRIA SORTE E SINA
NÃO SABE QUEM SÃO, NEM PRA ONDE IRÃO
NEM QUEM OS DESÍGNIA
E DEBATEM-SE OS TOLOS, COMO SE FOSSE CONSOLO
VIVER COMO DEUSES
ACHAM-SE SENHORES, OS PRÓPRIOS AUTORES
DO DESTINO E DA VIDA
SÃO POBRES COITADOS NO MUNDO LARGADOS
SEM CONSCIÊNCIA OU RAZÃO
E POLUEM O CHÃO QUE OS ALIMENTA E ABRIGA
JOGAM LIXO A ESMO, NÃO SABEM DE SI MESMO
NEM DE SUA BARRIGA
EMPESTEAIAM O AR QUE PRECISAM PRA RESPIRAR
E A CULPA É DOS CÉUS
SÃO ANJOS DE MEL, DOCES E PEGAJOSOS
IMAGEM E CONFIANÇA, TEIMOSOS FEITO ESPERANÇA
NÃO APRENDERAM A LIÇÃO
O TRIPÉ DA ETERNIDADE É BASEADO NA VERDADE
DEUS, NATUREZA E HOMEM
E MESMO SENDO A SEMELHANÇA, NUNCA DEIXARÁ DE SER CRIANÇA
AQUELE QUE NÃO EVOLUIR
NÃO ENTRAR EM HARMONIA DE CONHECER SUA ESSÊNCIA
A FORÇA E A PRESENÇA, DO AMOR EM CADA ESQUINA...
CONFUNDEM-SE EM RELACIONAMENTOS QUE APRISIONAM OS CORPOS
NÃO SABEM QUE PENSAMENTOS SÃO LIVRES
E ASSIM DEVE SER
AQUELE QUE OS PRENDER, NUNCA CONSEGUIRÁ SEU INTENTO
DE CRESCER E VOAR NAS ASAS DO VENTO
RUMO A SEU MESTRE E CRIADOR
AQUELE QUE UNS CHAMAM DE SENHOR, QUE TEMEM
MAS NÃO COMPREENDEM
QUE OS CRIOU SERES LIVRES E ASSIM DEVE SER
AMAR, EVOLUIR E RENASCER, SEM DESTRUIR O QUE NÃO É SEU
POIS A HERANÇA BENDITA, FOI DEIXADA AOS SEMIDEUSES
DE VIVER A SUA HISTÓRIA, SUA ÉPOCA E SEUS SONHOS
SEM DESTRUIR SEU IRMÃO, SEM CAIR EM CONTRADIÇÃO
E QUERER SER DA OBRA,  O PAI
ESQUECENDO QUE É SÓ O FILHO, QUE PRECISA DE SABEDORIA
DE ENTENDIMENTO E ACOMODAÇÃO, QUE VOLTARÁ AO PÓ E AO CHÃO
QUANDO SUA HORA CHEGAR
E TUDO QUE DAQUI VAI LEVAR É A FORÇA DO AMOR E SUA PAIXÃO
QUEM SABE UMA TERNA CANÇÃO, UM POEMA, UM SORRISO
A LEMBRANÇA DE UM PARAÍSO
DO QUAL ELE ERA O DONO E DESTRUIU!!

Aram Nirag Palavras ao Pequeno.

Algo escrito a teu pedido Pequeno.

sábado, 21 de abril de 2012

Minha vida pode ser compreendida através das minhas cores,meus desenhos, minhas palavras, meus sonhos, meus falsos amores, pois
sou intensa, sou transparente, sou real...
Comigo nunca existirão meias verdades, nem pequenas mentiras, não vivo de aparências, nem de embalagens vazias...
Vou dizer hoje e pela última vez:
"- Amar não é pecado, pecado é o desamor, a maldade, a inveja, a falsa tranquilidade, o ciúmes e a escravidão!"
Vou repetir que amo, sempre que isso sufocar o meu pranto, vou amar, pois sou livre e a liberdade isso me permite...
E para os que me julgam e não me conhecem deixo meu poema... meu carinho...minha solidão e o sincero desejo de que vivam em paz e me esqueçam...


Quero silêncio!
Não vou dizer
O que tenho guardado
Sufocado, preso n'alma
Minha palavra é amor calado.
Não vou dizer
Das minhas dores
Das mágoas, os dissabores
O vazio deste viver...
Mar que deságua meus amores!
Não vou dizer
Aos que não me conhecem
Toda a beleza da poesia
Esta gente não merece
A taça cheia de alegrias
Que preenche minhas noites
E enfeita os teus dias...
Não vou dizer muitos já falaram
Prefiro calar-me
E muda no meu canto
Mandar versos tristes
Cheios do meu pranto
Para mais uma vez
Dizer-te:
Vivo e viverei a te amar!!




Não vou deletar minha vida e fingir que não amei e fui amada, não vou apagar da memória tudo que me faz feliz, não acredito em anulações, em remissão de enganos, em tudo voltar ao normal, não se pode trazer de volta ao leito um rio que foi assoreado, não se pode ter uma tela em branco novamente depois que um quadro foi pintado, por mais que se coloque solventes e o repinte de branco, não se pode arrancar uma árvore sem revolver a terra, nem dizer que ali ela nunca existiu...
Desculpe a mágoa e a forma grave de escrever hoje, mas me revolta a forma como as pessoas pequenas preocupam-se com a vida dos outros ao invés de preocuparem-se em viver as suas próprias e construírem alicerces que sustentem seus amores, para quando chegarem as chuvas, do início do inverno, seus pilares de barro não descerem nas enchurradas que veem junto com as paixões...
Um amigo músico me escreveu um bilhete esta semana dizendo o seguinte:
"Minha prenda, arrependa-se do tempo em que odiou, nunca do tempo que gastou amando, arrependa-se dos poemas que escreveu e rasgou, nunca dos que apaixonadamente entregou ao teu amor, arrependa-se de não ter amado mais, nunca de ter amado tanto..."
Hoje dedico estas palavras as pessoas que perdem seu precioso tempo tentando minar e prejudicar pessoas que apenas amam, e amam em silêncio, e as pessoas que tentam corrigir enganos, mas que nunca deixaram de ser especiais, e que nunca deixaram de ser íntegros, só porque em um momento da mais completa "humanidade" foram humanos e se deixaram amar, e foram felizes por serem amados, mesmo que um amor roubado, mesmo que um amor proibido.
Citando um outro amigo músico, vou seguir o seu conselho...
" Acalma-te Bella!"
Um beijo no coração dos que amo e são meus amigos, dois beijos no coração dos estranhos e que pensam ser inimigos, pois para cada palavra de rancor eu desejo um beijo, uma palavra de amor...
À todos 
Que os Deuses os abençoem e protejam,
Paz, luz e vida!
Com carinho
Mara Garin.
Cachoeira do Sul, 21/04/2012. às 04:17' RS/Brasil.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sonho e Sedução

Desnuda das roupagens
Que escondem minh'alma
Me apresento a ti
Revelo íntimos desejos
Entrego nua lágrima
Entre linhas do poema
E a luz rósea da timidez
Cobre meu corpo
A espera do toque
As batidas do coração
Pernas trêmulas
Peito arfante
Completo cio de solidão
O vento trás a música
Que enfeita a noite
Embalando nosso ato
Me transformo em  fêmea
Tua caça
Tua caçadora de leão
Tu me fascina
E tudo é tempestade
Eu calada te espero
Teu perfume chega antes
Toque suave da tua mão musical
Beijo molhado de chuva
Águas do meu momento
Dia amanhece
Desperto sozinha de novo
Tu volta  a tua mesmice
Foi só mais uma noite de sonho
Das tantas em que veio e me seduziu
Para no amanhecer me abandonar
Mas ainda te espero 
Pode voltar outro dia
Eu preencho este teu vazio
Da única forma que sei
Com amor
De tanto amar...



Boa Noite Pequeno
 Boa noite! Digo ao pequeno
E ele de longe, não sei se percebe...
Boa noite! Ele nunca responde,
Fico em vão mandando mensagem telepática...
Boa noite, Pequeno!
Tanto faz se é noite ou é dia...
Boa noite! Todo dia!
Se acaso uma resposta vier
E for fria como noites de inverno,
Assim mesmo vou enviar um boa noite
E esperarei que seja um bom dia...
Mais vale um boa noite que um adeus,
Cheio de tristeza
Que não justifica
O absurdo de se viver sozinho
E repetirei todos os dias
Durante as madrugadas,
Boa noite!
Pintarei um quadro de sonhos
Para teu quarto enfeitar,
E se não decifrar a mensagem
Que te deseja boa noite
Sei que sorrirás sem alegria
Sem sentimentos, pela manhã,
Pois te darei apenas boa noite
E nunca mais meu bom dia...
Boa noite Pequeno!!
Como se fosse o melhor de todos os dias.
                                                            Codinome
 Apelido por nome
Nome para não se esquecer
Homem para se amar
Amar só para sofrer...
Menino no lugar de homem
Homem em seu pensar
Menino de cabelos longos
Homem de longo sonhar...
Amanhã não sei se virá
Hoje temos outros amores
Ontem perdemos a chance
Agora temos só as flores...
Tenho pensado muito
O tempo te abençoou
Não te deixou sofrer
Ilusão de quem te amou...

Um pé.

Um pé na estrada,
Um pé no céu,
Um pé de vento
Joga-me ao léu...
Um pé direito,
Um pé de escada,
Um pé de dança,
Deixa-me enamorada...
Um pé de lua,
Um pé de limão,
Um pé de nada,
Sofre-me o coração...
Um pé de moleque,
Adoça a boca,
Um pé de Fernanda,
Que coisa mais louca!!

( à neta Maria Fernanda G. Veiga)




Um pé II.

Um pé de rua,
Um pé de estação,
Um pé de sonho
Colore o coração...
Um pé de cana,
Um pé de alecrim,
Um pé de tempero
Pura alegria pra mim...
Um pé descalço,
Um pé trocado,
Um pé em fuga
Soluço sufocado...
Um pé sem chinelo,
Um chinelo sem pé,
Um pé na estrada
Em busca de outro pé!!






Lembranças

Quando tudo estiver terminado...
Quando a vida nos houver abandonado...
Ainda assim,
Na estrada ficará um rastro de sonho,
Um perfume de campo,
Um canto de pássaro,
Um vôo de beija-flor,
Um colorido de tintas...
A lembrança do meu amor!!


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Hoje é sexta-feira 13...
Último dia de lua cheia no céu.
Não vou escrever poesias neste momento, não vou falar de amor ou de canções, não vou dizer coisas bonitas, não busco rimas, não busco sonhos...
Quero apenas falar da minha alma, da alma que fez a travessia sobre este viaduto para encontrar o seu desígnio do outro lado, a alma que no último andar daquele prédio encontra-se enclausurada...
Quero falar dos planos e dos encontros,
dos sorrisos e dos silêncios, dos gostos e dos cheiros, do toque e da distância...
Quero falar de coragem e covardia, de começos e de fim, de pecado e salvação...
Quando eu atravessei este viaduto, minha vida ganhou uma luz púrpura, neste exato momento senti que esperei a vida toda por aquele exato instante, e ele aconteceu numa noite quente de verão, com o céu pintadinho de estrelas, com sorrisos sinceros, com carinho, com emoção...
As noites e os dias sucederam-se...
E tu cantou Milton Nascimento, Travessia, sob este viaduto, num entardecer qualquer, cheio de vida e ilusões...
Não bastava mais as palavras, as canções, os poemas, os sorrisos e a distância se fez presença...
E o amor se fez magia e como magia cresceu e tomou conta de nós...
Agora vens me falar de erros e enganos, vens falar de direitos e deveres, vens falar de desamor...
Me perdoe meu amigo!
Não posso concordar contigo!
Mas deixo-te livre
Como diz o meu poema:
"Não se poe em gaiola quem nasceu Beija-flor"...
Siga teu rumo, perdido, vazio, sem amor...
Eu fico aqui mais uma vida,
Amando por nós dois!!!
Um beijo enorme em seu coração
Meu Pequeno, para sempre,
 ANILOM...
Tua Mara Amanda Aram Nirag Garin.