Sem Título....
Cada instante diferente, me presenteia a vida
Hora sou o centro, o foco, o amor e a razão
Noutro uma peça qualquer no jogo da sedução
E nestas constantes mudanças eu vou seguindo
Procurando, me perdendo, fugindo, te recomeçando
Sempre em busca de mim mesma e dos sonhos de criança
Do “eu” que acredito existir e do que quero construir
Em algum lugar esquecido, talvez adormecido
Na memória da menininha que se perdeu de mim
Cresceu e se fez personagem num passe “pirimpimpim”
Hoje não brinca com o destino, nem tão pouco de bonecas
Esqueceu que o mais bonito é correr pela floresta
Em busca de castelos de nuvens coloridas deste céu
Sem preocupar-se com o amanhã deste louco carrossel
E deixando que a menina que existe trancafiada
Neste peito de mulher, espie um pouquinho pra fora
Como mágica descubra como inventar a próxima hora
Mesclando a fada e a bruxa na brincadeira pagã
Sendo razão e loucura sentadas no mesmo divã
E assim vamos vivendo, todo dia um pouco morrendo
Mas, feliz nesta aventura, deliciosa do viver!!
Obs.: 17hs no ônibus Planalto, num dia qualquer do
último verão,
Numa das tantas voltas para casa pensando em você.




